Design thinking e os três tipos de raciocínio

Segue um resumo da minha contribuição para o site da Rede Brasileira de Pesquisa em Semiótica Peirceana. A rede é composta por um grupo de pesquisadores de todo o Brasil especialistas na obra de Charles S. Peirce.

Nesta postagem, procurei explorar as relações entre o design e a semiótica, para além da já conhecida aplicação da teoria dos signos. Junto com alguns outros autores, acredito que a interseção entre a semiótica e o design oferece um relevante campo de estudos que ainda não foi suficientemente explorado.

Design thinking e os três tipos de raciocínio

Resumo:

O objetivo desta reflexão é propor uma analogia entre os ciclos metodológicos do design thinking e os três tipos de raciocínio desenvolvidos por Charles Peirce: a abdução, a dedução e a indução. Argumentamos que os procedimentos metodológicos propostos pelo design thinking – inspiração, ideação e implementação – correspondem aos tipos de raciocínio, necessários para a elaboração de hipóteses e para a validação das soluções. Nesse sentido, esta reflexão pretende reforçar que a semiótica apresenta-se como um relevante fundamento para as práticas contemporâneas do design.

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Um relato de pesquisa sobre a abordagem semiótica dos mapas

No último dia 15/04/2021, participei do 14º Seminário Teorias da Comunicação, organizado pela UFMG, PUC-Minas e Cásper Libero. Tive a grata oportunidade de falar um pouco da pesquisa de doutorado que originou o livro Limiares da Cartografia.

Agradeço à Ângela, Luis Mauro, Maria Ângela e Tiago pelo convite.

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Limiares da cartografia: uma leitura semiótica de mapeamentos alternativos

Minha tese de doutorado foi publicada em formato de e-book pelo Selo do PPGCOM/UFMG.

Fico muito feliz com essa publicação, que consolida um trabalho de pesquisa desenvolvido entre os anos de 2015 e 2018 na PUC-SP, no programa de Comunicação e Semiótica.

Agradeço aos amigos e familiares que apoiaram este trabalho. Dedico um especial agradecimento à profa. Lucia Santaella pela orientação da pesquisa e pela gentileza da elaboração do prefácio do livro. Agradeço também aos colegas da UFMG e do Selo PPGCOM pelo acolhimento e pela oportunidade de divulgação deste trabalho.

O livro está disponível para download gratuito.

Segue abaixo uma breve descrição:

Limiares da cartografia: uma leitura semiótica de mapeamentos alternativos

O livro trata de propriedades comunicacionais e semióticas dos mapas, abordando práticas alternativas de mapeamento que incentivam outras maneiras de perceber o espaço. Para isso, o autor seleciona quatro tendências que exploram os limites da linguagem cartográfica: a map art, as mídias locativas, a cartografia literária e o mapeamento profundo. O livro provoca reflexões sobre nossa relação com os lugares, tendo os mapas como signos mediadores desse processo. Nesse sentido, o livro também trata de processos de mapeamento, ou seja, da criação de mapas capazes de traduzir experiências singulares com o espaço. Para se aprofundar nessas experiências, o autor resgata o pensamento de Walter Benjamin, um filósofo que se interessou pelas experiências limiares. É sobre esses caminhos metodológicos pavimentados por Walter Benjamin que o livro traz uma proposta de mapeamento que possa evidenciar formas alternativas de se pensar as representações dos espaços e dos lugares.

RIBEIRO, Daniel Melo. Limiares da cartografia. uma leitura semiótica de mapeamentos alternativos. Belo Horizonte: FAIFCH Selo PPGCOM UFMG, 2021. Disponível em: <https://seloppgcom.fafich.ufmg.br/novo/publicacao/limiares-da-cartografia/>.

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Contramapeamento indígena

Frame do vídeo documentário Counter Mapping, onde Jim Enote exibe um dos quadros pintados pelos artistas Zuni.

Acabo de publicar o artigo “Contramapeamento indígena: aproximações entre a cartografia crítica e o decolonialismo” no dossiê “Decolonialidade e política das imagens” da Revista Logos – UERJ. O dossiê foi organizado pelos pesquisadores Fernando Gonçalves, Daniel Meirinho e Michele Salles, aos quais eu agradeço pela oportunidade de divulgação deste estudo.

Estou muito feliz com essa publicação. Gosto muito deste texto pois sinto que ele preenche uma lacuna que ficou aberta em minha tese. Durante o doutorado, fiz um estudo sobre mapeamentos alternativos mas, devido às escolhas inevitáveis de toda pesquisa, o tema do contramapeamento indígena havia ficado de fora. Contudo, essa era uma dívida que eu não poderia deixar de pagar. A reflexão sobre os mapeamentos indígenas é essencial para questionarmos o papel dos mapas em nossa cultura. Nesse texto, procuro aproximações entre a cartografia crítica e o pensamento decolonial, justamente para tentar quebrar a hegemonia que os mapas impuseram sobre o pensamento moderno.

Contramapeamento indígena: aproximações entre a cartografia crítica e o decolonialismo

Resumo: Este estudo trata das relações entre o decolonialismo e a cartografia crítica. Partimos da constatação de que o mapa não é um instrumento neutro de representação do espaço, traduzindo relações de poder. Diante disso, colocamos a seguinte questão: de que maneira a representação do espaço através dos mapas poderia criticar a lógica da colonialidade/modernidade e revelar narrativas reprimidas pelo colonialismo? Apontamos que a resistência ao discurso da colonialidade passa pelas práticas de contramapeamento indígenas.

RIBEIRO, Daniel Melo. Contramapeamento indígena: aproximações entre a cartografia crítica e o decolonialismo. Dossiê Decolonialidade e política das imagens. Revista Logos. Ed. 55, v. 27, n. 3, 2020, p. 17-36. Disponível em: <https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/logos/article/view/53054>. DOI: https://doi.org/10.12957/logos.2020.53054.

Mais uma vez, agradeço também ao prof. Sébastien Caquard, da Concordia University/Montréal pela experiência proporcionada pelo estágio no GeoMedia Lab, onde essas discussões foram fomentadas. Trata-se de um importante espaço de pesquisa para debate sobre a cartografia crítica e suas perspectivas estéticas.

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Análise semiótica dos gráficos do achatamento da curva

Fonte: The Economist

Segue um artigo que publiquei na revista Dispositiva da PUC-Minas sobre os gráficos do achatamento da curva da covid-19. Agradeço aos editores pela oportunidade de divulgar esse trabalho.

Uma análise semiótica dos gráficos do achatamento da curva da pandemia da covid-19

RIBEIRO, Daniel Melo. Uma análise semiótica dos gráficos do achatamento da curva da pandemia da Covid-19. Revista Dispositiva.[on-line] Disponível em: <http://periodicos.pucminas.br/index.php/dispositiva>Dossiê: Comunicação, política e saúde. Editoras Responsáveis: Fernanda Sanglard e Vanessa Veiga de Oliveira. Volume 9, Número 16, Belo Horizonte, dezembro de 2020, p. 147-167.

Este estudo aborda os aspectos comunicacionais dos gráficos conhecidos como “achatamento da curva” da pandemia dacovid-19. Esses gráficos se tornaram populares na cobertura jornalística dessa crise sanitária, na medida em que ajudam a explicar a relevância das medidas de isolamento social frente ao contágio. Os gráficos escolhidos foram analisados utilizando conceitos da semiótica de Charles Peirce. Argumentamos que a proliferação de inúmeras versões do gráfico do achatamento da curva caracterizam um fenômeno de semiose, articulando uma cadeia de sentidos em torno da pandemia.

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Como ler infográficos – UFMG

O projeto Como Ler Infograficos trata da importância das estratégias de comunicação voltadas para a divulgação científica. O objetivo é criar uma canal de orientação sobre como ler os infográficos sobre a pandemia de Coronavírus (Covid-19).

O projeto se iniciou por volta de Abril de 2020. Com a pandemia de Covid-19, sentimos a necessidade de debater sobre o uso da infografia na imprensa.

O projeto contou com uma equipe de alunos voluntários e bolsistas dos cursos de Comunicação Social da UFMG. Agradeço a dedicação e o empenho de todos eles para viabilização desse projeto.

 

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Infográficos: imagens da Pandemia

Participei de um evento organizado pelos alunos do departamento de Filosofia da UFMG sobre Imagens da Pandemia. Tive a oportunidade de conversar um pouco sobre os projetos de pesquisa e extensão sobre infografia que estão em andamento no DCS-UFMG. Agradeço aos organizadores do evento pelo convite!

Interseções 2020 – Imagem e Filosofia

“O Interseções é um evento que visa lançar luz sob pontos de contato entre a filosofia e outras áreas do conhecimento, tendo por finalidade proporcionar um espaço de diálogo sobre temas de relevância atual.”

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Como ler infográficos?

Segue abaixo um breve resumo do projeto de extensão que acabamos de aprovar na UFMG. Trata-se de uma junção de temas que eu venho perseguindo há um tempo: aliar os estudos dos diagramas da semiótica com a infografia e o design de informação. Diante da crise do Coronavírus, fomos motivados a pensar em propostas de projeto de extensão, a fim de dar um retorno para a sociedade sobre o que temos feito na universidade. Uma das motivações foi justamente pensar em um conteúdo didático para orientar as pessoas a lerem e interpretarem infográficos.

Gráfico do “achatamento da curva”

Como ler um infográfico? Estratégias de informação e desinformação sobre a pandemia de COVID-19

Projeto de Extensão (SIEX no. 403749), coordenado pelo prof. Daniel Melo Ribeiro do Departamento de Comunicação Social da UFMG.

Este projeto de extensão trata da importância das estratégias de comunicação voltadas para a divulgação científica para o grande público. O objetivo é criar uma canal digital de orientação da população sobre como ler os infográficos sobre a pandemia de Coronavírus (COVID-19).

Pretendemos criar um canal digital de orientação da população voltado para o desenvolvimento de habilidades de leitura, compreensão e questionamento dos infográficos que tratam das informações científicas referentes à divulgação da pandemia do COVID-19. Esse canal utilizará plataformas populares de criação de blogs e mídias sociais (como Facebook. Twitter e Instagram) para difusão do conteúdo.

Este projeto de extensão integra ações de pesquisa e ensino da graduação e da pós-graduação do Departamento de Comunicação Social, almejando criar condições para uma reflexão crítica sobre os processos de mediação de informações que ocorrem nos meios de comunicação nesse contexto.

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Imagens técnicas e o pensamento imagético em Vilém Flusser

Artigo que publiquei na revista Ação Midiática da UFPR sobre Vilém Flusser. Agradeço aos editores da revista pela oportunidade de divulgar esse texto.

Vilém Flusser

Imagens técnicas e o pensamento imagético em Vilém Flusser: diálogos para uma epistemologia da imaginação.

RIBEIRO, Daniel Melo. Imagens técnicas e o pensamento imagético em Vilém Flusser: diálogos para uma epistemologia da imaginação. Ação Midiática – Estudos em Comunicação, Sociedade e Cultura, v. 19, p. 212-234, 2020. DOI: 10.5380/2238-0701.2019n19-11. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/acaomidiatica/article/view/64829>.

Download do artigo em PDF

Resumo:

Este artigo propõe uma reflexão sobre as imagens técnicas em Vilém Flusser. Considerando a atual proliferação de superfícies e aparatos de reprodução de imagens, Flusser levanta a necessidade de desenvolvermos uma faculdade cognitiva capaz de decifrar como operam as imagens técnicas. Essa faculdade, denominada tecnoimaginação, estimularia o pensamento crítico sobre as imagens. Para elaborar esse argumento, recuperamos dois temas centrais em sua obra: a escalada da abstração e as caixas pretas. A partir desse fundamento, sugerimos que o incentivo ao pensamento imagético passa não somente pelo debate sobre a arte contemporânea, mas pelo diálogo com outros pensadores que também refletiram sobre a epistemologia da imaginação.

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Teoria em prosa – Deep Mapping

O Teoria em Prosa conversa com Daniel Melo Ribeiro, professor do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Neste episódio, Daniel nos apresenta o conceito de mapeamento profundo (deep mapping) e suas potencialidades para se pensar as relações entre espaço, corpos e experiências.

Agradeço o convite da Sônia Pessoa, Camila Mantovani e Bruno Leal para participar desse podcast.

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