Reflexões sobre mídias Locativas

Tive o prazer de participar do 7. Encontro Regional de Ensino de Geografia e 3. Workshop de Cartografia e Novos letramentos, da UNICAMP. Apresentei o tema Mídias locativas: arte e ativismo no mapeamento da cidade. Discutimos sobre as implicações das mídias móveis com recursos de geolocalização na percepção dos espaços e dos lugares. Agradeço muito o convite da profa. Tânia do Canto pela interlocução.

A apresentação é uma referência a um artigo recentemente publicado na revista Polifonia da UFMT.

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Expocom Regional 2021

Nosso projeto “Como ler Infográficos” ganhou o prêmio Expocom de melhor projeto de extensão da área de Comunicação da Região Sudeste.

O prêmio Expocom Regional atesta a relevância do tema da infografia para o nosso atual contexto. Concorremos com projetos de extensão da área de Comunicação de outras grandes universidades da região Sudeste, tais como a UFRJ, a UFOP e a UFF. O prêmio é um reconhecimento merecido para a equipe que se dedicou ao projeto, contribuindo para reforçar as atividades de extensão da UFMG.

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Quo Vadis?

No último dia 23/07/2021, participei de um mesa de debates no evento Quo Vadis? Arts and Humanities Research in the 21st Century, organizado pelo professor Stephen Hart, da UCL (University College of London). Junto nossa amiga Nefeli Zygopoulou, eu e Letícia Capanema apresentamos alguns resultados de nossas pesquisas recentes.

Catastrophic memories in Brazilian Cinema: Phantasmagoria, Anachronism, and Slavery.

Letícia Capanema (Universidade Federal de Mato Grosso)
capanema.letícia@gmail.com

Abstract: This study reports partial results of the research “Narratives of memories in cinema: remembrance, forgetting, and historical readability”, under development at the Department of Communication of the Federal University of Mato Grosso (UFMT – Brazil). Considering cinema as an expression of memories and historical gaze, we propose to discuss cinematographic representations of catastrophic past in Brazil, particularly the slavery period and the military dictatorship. Both past events structure the foundations of Brazilian society, and their effects are still present today. It is no coincidence that these events are being targeted by the negationist wave that has risen in Brazil in recent years. In order to discuss catastrophic memories in cinema, we highlight, in this panel, how slavery is represented in contemporary Brazilian films, such as “All the dead ones” (Caetano Gotardo and Marco Dutra) and “The white death of the black sorcerer” (Rodrigo Ribeiro). Released in 2020, both films approach the slavery period by the strategy of phantasmagoria, that is, how the slavery past haunts he post-abolition present. To analyze these films, we recover the notions of anachronism and survival explored by Georges Didi-Huberman (2013; 2015; 2018) based on his reading of Aby Warburg’s work, as well as Walter Benjamin’s (2012) ideas about history and barbarism. We discuss how audiovisual language makes history visible, not only recomposing the past, but also through the “political power of imagination” (Arendt, 1977; Didi-Huberman, 2020) that makes “survivals” of the past readable in the present.

Indigenous Countermapping: Affinities Between Critical Cartography and Decolonisation

Daniel Melo Ribeiro (Universidade Federal de Minas Gerais)
danielmeloribeiro@gmail.com

Abstract: This study discusses the relations between decolonialism and critical cartography. We start from the consideration that the map is not a neutral support to represent space, translating power relations. Given this assumption, we ask the following question: how could the representation of space through maps criticize the logic of coloniality/modernity and reveal narratives that are subjugated by colonialism? We propose that the resistance to the discourse of coloniality could be explored in the indigenous counter-mapping practices. Keywords: decolonialism; counter-mapping, indigenous mapping

Agradecemos Nefeli por esse convite e pela oportunidade de compartilhar algumas reflexões sobre questões indígenas e raciais no Brasil.

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Design thinking e os três tipos de raciocínio

Segue um resumo da minha contribuição para o site da Rede Brasileira de Pesquisa em Semiótica Peirceana. A rede é composta por um grupo de pesquisadores de todo o Brasil especialistas na obra de Charles S. Peirce.

Nesta postagem, procurei explorar as relações entre o design e a semiótica, para além da já conhecida aplicação da teoria dos signos. Junto com alguns outros autores, acredito que a interseção entre a semiótica e o design oferece um relevante campo de estudos que ainda não foi suficientemente explorado.

Design thinking e os três tipos de raciocínio

Resumo:

O objetivo desta reflexão é propor uma analogia entre os ciclos metodológicos do design thinking e os três tipos de raciocínio desenvolvidos por Charles Peirce: a abdução, a dedução e a indução. Argumentamos que os procedimentos metodológicos propostos pelo design thinking – inspiração, ideação e implementação – correspondem aos tipos de raciocínio, necessários para a elaboração de hipóteses e para a validação das soluções. Nesse sentido, esta reflexão pretende reforçar que a semiótica apresenta-se como um relevante fundamento para as práticas contemporâneas do design.

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Um relato de pesquisa sobre a abordagem semiótica dos mapas

No último dia 15/04/2021, participei do 14º Seminário Teorias da Comunicação, organizado pela UFMG, PUC-Minas e Cásper Libero. Tive a grata oportunidade de falar um pouco da pesquisa de doutorado que originou o livro Limiares da Cartografia.

Agradeço à Ângela, Luis Mauro, Maria Ângela e Tiago pelo convite.

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Limiares da cartografia: uma leitura semiótica de mapeamentos alternativos

Minha tese de doutorado foi publicada em formato de e-book pelo Selo do PPGCOM/UFMG.

Fico muito feliz com essa publicação, que consolida um trabalho de pesquisa desenvolvido entre os anos de 2015 e 2018 na PUC-SP, no programa de Comunicação e Semiótica.

Agradeço aos amigos e familiares que apoiaram este trabalho. Dedico um especial agradecimento à profa. Lucia Santaella pela orientação da pesquisa e pela gentileza da elaboração do prefácio do livro. Agradeço também aos colegas da UFMG e do Selo PPGCOM pelo acolhimento e pela oportunidade de divulgação deste trabalho.

O livro está disponível para download gratuito.

Segue abaixo uma breve descrição:

Limiares da cartografia: uma leitura semiótica de mapeamentos alternativos

O livro trata de propriedades comunicacionais e semióticas dos mapas, abordando práticas alternativas de mapeamento que incentivam outras maneiras de perceber o espaço. Para isso, o autor seleciona quatro tendências que exploram os limites da linguagem cartográfica: a map art, as mídias locativas, a cartografia literária e o mapeamento profundo. O livro provoca reflexões sobre nossa relação com os lugares, tendo os mapas como signos mediadores desse processo. Nesse sentido, o livro também trata de processos de mapeamento, ou seja, da criação de mapas capazes de traduzir experiências singulares com o espaço. Para se aprofundar nessas experiências, o autor resgata o pensamento de Walter Benjamin, um filósofo que se interessou pelas experiências limiares. É sobre esses caminhos metodológicos pavimentados por Walter Benjamin que o livro traz uma proposta de mapeamento que possa evidenciar formas alternativas de se pensar as representações dos espaços e dos lugares.

RIBEIRO, Daniel Melo. Limiares da cartografia. uma leitura semiótica de mapeamentos alternativos. Belo Horizonte: FAIFCH Selo PPGCOM UFMG, 2021. Disponível em: <https://seloppgcom.fafich.ufmg.br/novo/publicacao/limiares-da-cartografia/>.

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Contramapeamento indígena

Frame do vídeo documentário Counter Mapping, onde Jim Enote exibe um dos quadros pintados pelos artistas Zuni.

Acabo de publicar o artigo “Contramapeamento indígena: aproximações entre a cartografia crítica e o decolonialismo” no dossiê “Decolonialidade e política das imagens” da Revista Logos – UERJ. O dossiê foi organizado pelos pesquisadores Fernando Gonçalves, Daniel Meirinho e Michele Salles, aos quais eu agradeço pela oportunidade de divulgação deste estudo.

Estou muito feliz com essa publicação. Gosto muito deste texto pois sinto que ele preenche uma lacuna que ficou aberta em minha tese. Durante o doutorado, fiz um estudo sobre mapeamentos alternativos mas, devido às escolhas inevitáveis de toda pesquisa, o tema do contramapeamento indígena havia ficado de fora. Contudo, essa era uma dívida que eu não poderia deixar de pagar. A reflexão sobre os mapeamentos indígenas é essencial para questionarmos o papel dos mapas em nossa cultura. Nesse texto, procuro aproximações entre a cartografia crítica e o pensamento decolonial, justamente para tentar quebrar a hegemonia que os mapas impuseram sobre o pensamento moderno.

Contramapeamento indígena: aproximações entre a cartografia crítica e o decolonialismo

Resumo: Este estudo trata das relações entre o decolonialismo e a cartografia crítica. Partimos da constatação de que o mapa não é um instrumento neutro de representação do espaço, traduzindo relações de poder. Diante disso, colocamos a seguinte questão: de que maneira a representação do espaço através dos mapas poderia criticar a lógica da colonialidade/modernidade e revelar narrativas reprimidas pelo colonialismo? Apontamos que a resistência ao discurso da colonialidade passa pelas práticas de contramapeamento indígenas.

RIBEIRO, Daniel Melo. Contramapeamento indígena: aproximações entre a cartografia crítica e o decolonialismo. Dossiê Decolonialidade e política das imagens. Revista Logos. Ed. 55, v. 27, n. 3, 2020, p. 17-36. Disponível em: <https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/logos/article/view/53054>. DOI: https://doi.org/10.12957/logos.2020.53054.

Mais uma vez, agradeço também ao prof. Sébastien Caquard, da Concordia University/Montréal pela experiência proporcionada pelo estágio no GeoMedia Lab, onde essas discussões foram fomentadas. Trata-se de um importante espaço de pesquisa para debate sobre a cartografia crítica e suas perspectivas estéticas.

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Análise semiótica dos gráficos do achatamento da curva

Fonte: The Economist

Segue um artigo que publiquei na revista Dispositiva da PUC-Minas sobre os gráficos do achatamento da curva da covid-19. Agradeço aos editores pela oportunidade de divulgar esse trabalho.

Uma análise semiótica dos gráficos do achatamento da curva da pandemia da covid-19

RIBEIRO, Daniel Melo. Uma análise semiótica dos gráficos do achatamento da curva da pandemia da Covid-19. Revista Dispositiva.[on-line] Disponível em: <http://periodicos.pucminas.br/index.php/dispositiva>Dossiê: Comunicação, política e saúde. Editoras Responsáveis: Fernanda Sanglard e Vanessa Veiga de Oliveira. Volume 9, Número 16, Belo Horizonte, dezembro de 2020, p. 147-167.

Este estudo aborda os aspectos comunicacionais dos gráficos conhecidos como “achatamento da curva” da pandemia dacovid-19. Esses gráficos se tornaram populares na cobertura jornalística dessa crise sanitária, na medida em que ajudam a explicar a relevância das medidas de isolamento social frente ao contágio. Os gráficos escolhidos foram analisados utilizando conceitos da semiótica de Charles Peirce. Argumentamos que a proliferação de inúmeras versões do gráfico do achatamento da curva caracterizam um fenômeno de semiose, articulando uma cadeia de sentidos em torno da pandemia.

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Como ler infográficos – UFMG

O projeto Como Ler Infograficos trata da importância das estratégias de comunicação voltadas para a divulgação científica. O objetivo é criar uma canal de orientação sobre como ler os infográficos sobre a pandemia de Coronavírus (Covid-19).

O projeto se iniciou por volta de Abril de 2020. Com a pandemia de Covid-19, sentimos a necessidade de debater sobre o uso da infografia na imprensa.

O projeto contou com uma equipe de alunos voluntários e bolsistas dos cursos de Comunicação Social da UFMG. Agradeço a dedicação e o empenho de todos eles para viabilização desse projeto.

 

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Infográficos: imagens da Pandemia

Participei de um evento organizado pelos alunos do departamento de Filosofia da UFMG sobre Imagens da Pandemia. Tive a oportunidade de conversar um pouco sobre os projetos de pesquisa e extensão sobre infografia que estão em andamento no DCS-UFMG. Agradeço aos organizadores do evento pelo convite!

Interseções 2020 – Imagem e Filosofia

“O Interseções é um evento que visa lançar luz sob pontos de contato entre a filosofia e outras áreas do conhecimento, tendo por finalidade proporcionar um espaço de diálogo sobre temas de relevância atual.”

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