Sobre a arquitetura líquida do ciberespaço

Estou finalizando um texto sobre “Arquiteturas líquidas do ciberespaço”. Em breve colocarei aqui, na íntegra. Enquanto isso, vou colocando alguns trechos que já escrevi.

Metodologias de construção de sistemas de informação se constituem como verdadeiros guias para os arquitetos e designers, ao sistematizar as melhores práticas consolidadas por seus praticantes e estudiosos, registradas a partir de experiências prévias. Porém, como se fundamentar em metodologias que, por estarem inseridas em um cenário de mudanças constantes, necessitam de revisões e contextualizações? Em tempos de “informação líquida”, há o perigo iminente de se basear em regras consolidadas (e portanto “sólidas”, por etimologia) que ainda não amadureceram o suficiente para compreender o potencial dos sistemas de informação hipermidiática em rede. Por outro lado, conseguiríamos hoje compreender suficientemente os princípios de variação e expansão da hipermídia no tempo, a fim de projetar arquiteturas líquidas capazes de dar maior fluidez à informação circulante? Esse é o desafio que se impõe a esses estudiosos, que, da mesma maneira, são exigidos a exercitar sua capacidade de análise num contexto de muitas incertezas, mas de rápido amadurecimento.