Month: January 2014

A casa de Asterion

Labirinto de CretaLabirinto de Creta

No sólo he imaginado esos juegos; también he meditado sobre la casa. Todas las partes de la casa están muchas veces, cualquier lugar es otro lugar.

Li esse pequeno conto do Borges há umas duas noites. Fiquei um pouco decepcionado comigo por não ter sacado de quem se tratava desde o começo (num determinado momento da leitura, achei que fosse um cachorro de estimação…)

Borges traz um ponto de vista inesperado. É interessantíssima a interpretação dele sobre o personagem em questão, afinal, nunca eu havia parado para pensar como seria vida dele, o que ele espera, seu cotidiano, suas aflições. Sequer parei para pensar que o personagem poderia ser uma criatura racional.

Legal imaginar que ele se diverte com coisas simples, como correr e rolar pelos corredores, brincar de dormir ou mesmo se arriscar a sair de sua casa, para ver o mundo lá fora. Ele também pensa sobre o mundo, sobre si e sobre o que pensam dele. Como ele mesmo diz, os dias são longos e monótonos. Sempre à espera da profecia libertadora.

Fiquei com pena de Asterion. Mas feliz por ele ter encontrado seu destino.

Asterion
Asterion

Leia agora o conto. É curto.

Após ler, saiba um pouco mais sobre a mitologia de Asterion.

Quando eu tiver um cachorro (se um dia eu tiver espaço par ter um), quero que ele se chame Asterion.

Quero também conhecer a ilha de Creta.

Ilha de Creta, Grécia
Ilha de Creta, Grécia

Informatique, informatica, informatik

“Information theory began as a bridge from mathematics to electrical engineering and from there to computing. What English speakers call ‘computer science’ Europeans have know as informatique, informatica and informatik. Now even biology has become an information science, a subject of messages, instructions and code.”

Não havia me ligado que “informática”, um termo tão comum em português, não existe em inglês…

GLEICK, James. A informação: uma história, uma teoria, uma enxurrada. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

Purificação da informação

Neste trecho, Gleick comenta sobre a importância do trabalho de Shannon para a “purificação” to termo informação. Até então, tratava-se de um conceito muito vago. Segundo ele, a Teoria Matemática da Informação foi fundamental para dar força científica ao conceito, permitindo que todo o desdobramento tecnológico decorrente disso pudesse deslanchar.

“For the purposes of science, information had to mean something special. Three centuries earlier, the new discipline of physics could not proceed until Isaac Newton appropriated words that were ancient and vague – force, mass, motion, and even time – and gave them new meanings. Newton made these terms into quantities, suitable for use in mathematical formulas. Until then, motion (for example) had been just a soft and inclusive a term as information. For Aristotelians, motion covered a far-flung family of phenomena: a peach ripening, a stone falling, a child growing, a body deaying. That was too rich. Most varieties of motion had to be tossed out before Newton’s laws could apply and the Scientific Revolution could succeed. In the nineteenth century, energy began to undergo a similar transformation: natural philosophers adapted a word meaning vigor or intensity. They mathematicized it, giving energy its fundamental place in the physicists’ view of nature.

It was the same with information. A rite of purification became necessary.

And then, when it was made simple, distilled, counted in bits, information was found to be everywhere. Shannon’s theory made a bridge between information and entropy; and between information and chaos. It led to compact discs and fax machines, computers and cyberspace, Moore’s law and all the worl’s Siicon Alleys. Information processing was born, along with information storage and information retrieval. People began to name a successor to the Iron Age and the Steam Age.”

Não há dúvida que “simplificar” conceitos e reduzir potenciais interpretantes é uma forma de empobrecer uma palavra tão cheia de possibilidades como “informação”. Por outro lado, é papel das ciêncas exatas isolar variáveis e definir escopo mais claro de pesquisa.

GLEICK, James. A informação: uma história, uma teoria, uma enxurrada. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.