Art and cartography as a critique of borders

Segue o artigo que apresentei na 28th International Cartographic Conference, realizada em Washington D.C. em julho de 2017.

Art and cartography as a critique of borders

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RIBEIRO, D. M.. Art and Cartography as a Critique of Borders. In: 28th International Cartographic Conference proceedings, Washington D.C. 2017.

Abstract:

This study focuses on the relationship between art and cartography. The main objective is to analyze how contemporary art uses maps to criticize borders. Inspired by the arguments raised by the Critical Cartography against the false neutrality of maps, we emphasize the potential of artworks to communicate different insights about how we experience and live the contemporary space. In that sense, art plays an important role not only to discuss the articulation of power and knowledge in cartography, but also to propose other categories of thought. Considering that borders are one of the most relevant visual elements on a map, we propose the following question: how the intersection between art and cartography can improve the critical thinking about borders? By questioning borders, art underlines that physical world is characterized by liminal spaces, not by absolute or strict separations. We briefly analyzed some examples of artworks that deal with political issues regarding this topic. Our findings suggest that art could re- veal the impact of imposing borders in a space, whose arbitrary delimitation reflects power relations.

Keywords: Cartography, Borders, Liminal Spaces, Threshold, Art

Neste artigo, faço uma breve análise das seguintes obras:

Area Restringida, de Mateo Maté

Area Restringida, de Mateo Maté

UPOTIA, de Nicolas Desplats

UPOTIA, de Nicolas Desplats

The Green Line, Francis Alÿs

Cinco aflições de um estudante de doutorado

Vamos lá, direto ao ponto. Baseado em fatos empíricos.

1) A síndrome do impostor. É aquela sensação de que não sabemos o suficiente e que estamos, na verdade, enganando toda a comunidade acadêmica (que, muito em breve, irá nos desmascarar). Ou seja, quanto mais estudamos, menos sabemos.

2) O efeito montanha russa. Num dia, somos gênios, a tese é incrível e a certeza de que temos uma proposta realmente autêntica para a humanidade nos enche de vaidade. No dia seguinte, uma simples busca no Google Scholar nos revela um paper publicado há 5 anos ou uma outra tese propondo exatamente a mesma coisa que você, só que de uma maneira muito mais elegante e didática.

3) O paradoxo da empregabilidade. Em nosso caso (pelo menos na área de humanidades, eu acho), a conquista de um título não representa uma maior chance de se conseguir um emprego, pelo contrário. Sem contar que nossa atividade profissional depende diretamente de políticas governamentais, o que, no atual cenário, torna o futuro ainda mais desesperador.

4) Egothesiscentrismo, ou a nítida sensação de que todo o universo gira em torno da sua tese. É a premissa (ingênua) de que sua esposa, seu orientador, seu cachorro e todos os seus amigos sabem qual é a sua hipótese, seu objeto, sua questão de pesquisa, sua divisão de capítulos…

5) A maldição do Rolando Lero. A incapacidade de conseguir dizer para qualquer pessoa na rua, de maneira clara e objetiva, em uma frase, o que você estuda. Busquei superar essa síndrome. Mas, sempre que tentei, fiquei decepcionado com a minha performance. Acabei mudando a estratégia: quando que me perguntam numa festa de família, digo que estudo semiótica. Ou seja, nem a pessoa (nem eu) sabemos direito do que se trata. É uma maneira eficiente de encerrar o assunto.

Neste link, você encontra mais informações sobre esse tema.