Contramapeamento indígena

Frame do vídeo documentário Counter Mapping, onde Jim Enote exibe um dos quadros pintados pelos artistas Zuni.

Acabo de publicar o artigo “Contramapeamento indígena: aproximações entre a cartografia crítica e o decolonialismo” no dossiê “Decolonialidade e política das imagens” da Revista Logos – UERJ. O dossiê foi organizado pelos pesquisadores Fernando Gonçalves, Daniel Meirinho e Michele Salles, aos quais eu agradeço pela oportunidade de divulgação deste estudo.

Estou muito feliz com essa publicação. Gosto muito deste texto pois sinto que ele preenche uma lacuna que ficou aberta em minha tese. Durante o doutorado, fiz um estudo sobre mapeamentos alternativos mas, devido às escolhas inevitáveis de toda pesquisa, o tema do contramapeamento indígena havia ficado de fora. Contudo, essa era uma dívida que eu não poderia deixar de pagar. A reflexão sobre os mapeamentos indígenas é essencial para questionarmos o papel dos mapas em nossa cultura. Nesse texto, procuro aproximações entre a cartografia crítica e o pensamento decolonial, justamente para tentar quebrar a hegemonia que os mapas impuseram sobre o pensamento moderno.

Contramapeamento indígena: aproximações entre a cartografia crítica e o decolonialismo

Resumo: Este estudo trata das relações entre o decolonialismo e a cartografia crítica. Partimos da constatação de que o mapa não é um instrumento neutro de representação do espaço, traduzindo relações de poder. Diante disso, colocamos a seguinte questão: de que maneira a representação do espaço através dos mapas poderia criticar a lógica da colonialidade/modernidade e revelar narrativas reprimidas pelo colonialismo? Apontamos que a resistência ao discurso da colonialidade passa pelas práticas de contramapeamento indígenas.

RIBEIRO, Daniel Melo. Contramapeamento indígena: aproximações entre a cartografia crítica e o decolonialismo. Dossiê Decolonialidade e política das imagens. Revista Logos. Ed. 55, v. 27, n. 3, 2020, p. 17-36. Disponível em: <https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/logos/article/view/53054>. DOI: https://doi.org/10.12957/logos.2020.53054.

Mais uma vez, agradeço também ao prof. Sébastien Caquard, da Concordia University/Montréal pela experiência proporcionada pelo estágio no GeoMedia Lab, onde essas discussões foram fomentadas. Trata-se de um importante espaço de pesquisa para debate sobre a cartografia crítica e suas perspectivas estéticas.

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