Arquivos da categoria: design da informação

O homem histórico

Dezenas de milênios se passaram até que tivéssemos aprendido a tornar transparentes as imagens, a “explicá-las”, a arrancar com os dedos os elementos da superfície das imagens e alinhá-los a fim de contá-los; até que tivéssemos aprendido a rasgar o tecido do contexto imaginado e a enfiar os elementos sobre as linhas, a tornar as cenas “contáveis” (nos dois sentidos do termo), a desenrolar e desenvolver as cenas em processos, vale dizer, a escrever textos e a “conceber o imaginado”. (…) Graças a ele (o gesto abstraidor) o homem transforma a si próprio em homem histórico, em ator que concebe o imaginado.

FLUSSER, Vilém. O universo das imagens técnicas: elogio da superficialidade. São Paulo: Annablume, 2008. (p. 16-17)

Trash track

Imagine a future where immense amounts of trash didn’t pile up on the peripheries of our cities: a future where we understand the ‘removal-chain’ as we do the ‘supply-chain’, and where we can use this knowledge to not only build more efficient and sustainable infrastructures but to promote behavioral change. In this future city, the invisible infrastructures of trash removal will become visible and the final journey of our trash will no longer be “out of sight, out of mind”.

Trash Track - MIT

o Trash Track é um projeto muito interessante do Senseable City Lab do MIT. Eles colocaram “tags” eletrônicas no lixo de 500 voluntários em Seatlle. Essas tags geraram visualizações muito interessantes sobre o destino do lixo. Em pouco tempo, é possível perceber que o lixo se espalha por praticamente todo o país.

Trata-se de uma visualização ativista, onde o objetivo principal é alertar sobre a urgência de tratarmos os lixos não orgânicos nas grandes cidades.

Visualização do destino do lixo

Networks: knowlegde in the age of interconnectivity

Excelente video com o Manuel Lima, o cara do Visual Complexity.

Alguns trechos:

We´re really facing a paradigm shift in the sense that trees are no longer able to acomodate the complexity of modern world.

Neste trecho, ele comenta que, historicamente, a metáfora da árvore muitas vezes foi utilizada para representar o conhecimento, sempre de maneira hierárquica e harmônica. Esse conceito começa a mudar no século XX, com a emergência dos estudos da complexidade e do caos.

The network is an alternative concept of beauty.

A beleza não necessariamente deve estar na harmonia ou no reconhecimento de padrões – apesar de ser algo que sempre buscamos. Não é de maneira fortuita que muitos artistas apontaram para esse caminho da abstração (inclusive Pollock, que Manuel cita em um trecho do vídeo).

The story in the data

It is not enough to simply suply people with gigabytes of data, though. Not everyone is a statistician or computer scientist, and not everyone wants to sift through large data sets. This is a challenge that we face frequently with personal data collection.

While the types of data collection and data returned might have changed over the years, individuals’ needs have not. That is to say that individuals who collect data about themselves and their surroundings still do so to gain a better understanding of the information that lies within the flowing data. Most of the time we are not after the numbers themselves; we are interested in what the numbers mean. It is a subtle difference but an important one. This need calls for systems that can handle personal data streams, process them efficiently and accurately, and dispense information ton nonprofessionals in a way that is understandable and useful. We want something that is more than a spreadsheet of numbers. We want the story in the data.

YAU, Nathan. Seeing Your Life in Data. In: SEGARAN, Toby; HAMMERBACHER, Jeff (org.) Beautiful Data. Sebastopol, CA.: O’Reilly Media Inc., 2009.