A face

“Software never appears without its interface. The human-computer interface is, first of all, the face of its software. In fact, the semiotic analysis emphasizes the tendency of the interface, considered as something between two systems, to disappear. If we assume the interface is an important, but in some way separate component of computing potencials, we render software faceless. But software cannot exist wihtout face. The face of software is its appearance at the periphery of the computer; without its face, it does not exist at all. (…) Recognizing that software always possesses a face provides a fruitful approach to software design. Design of software artifacts, then, includes design of its face. The interface between human beings and software artifacts disappears as a separate, material things and reappears as a semiotic process that is deeply entangled in aesthetics.”

NAKE, Frieder. GRABOWSKI, Susanne. The interface as sign and as aesthetic event. In FISHWICK, Paul. (org.) Aesthetic Computing. Cambridge, Mass.: MIT Press, 2006. P.67

4 thoughts on “A face

  1. Não sei se concordo. Grande parte das aplicações em LINUX, linha de comando, para trabalhos científicos não exigem absolutamente nenhuma interface. Vc apenas digita o texto e vê o processamento. É claro que o sujeito tá falando de softwares mais comuns e tal, mas me parece que ele não tem muita experiência com desenvolvimento de software. Todo mundo que trabalha ou já trabalhou com LINUX, linha de comando, sabe muito bem que programa nenhum precisa de interface… ok, o prompt é uma interface sem qualquer tipo de arquitetura e coisa do gênero… só sei que acho mesmo difícil transformar um dia as duas coisas (interface/processamento) em uma só. Sei lá, entende?

    Eu faço algoritmos pra analisar sequências de DNA todo dia, todo dia algoritmos diferentes. Não preciso de nenhuma interface e gastaria um tempo enorme fazendo interfaces. É claro que, se tivesse alguém pra fazer isso por mim, talvez eu fizesse… isso evitaria que eu tivesse que reescrever algum código e permitiria a outros utilizarem meu código. Mas enfim, pode-se fazer, mas não é necessário. Eu acho…

  2. Chicão, a interface modo-texto, linha-de-comando, é uma interface. E tem grandes vantagens, como vc poder digitar ? ou ? para saber coisas que num ambiente gráfico nem sempre vc encontra. (Por exemplo, como eu faço pra o Windows Explorer já abrir na pasta D: com as pastas à esquerda e com os ícones na forma de lista? Tenho a impressão que o windows dificulta a “customização” do ambiente, mas não sei se é de propósito ou se é só impressão minha.) Enfim, concordo com aquele cara do micosyen.com, de que 5Hz são melhores do que 5KHz que são melhores do que 5GHz, que é meio o que o Gilmar já falava (eu na verdade admirava ele um pouco, ele falava algumas coisas mais sábias do que a maioria dos informatas de hoje fala e faz). Resumindo: “não há maior elegância que a simplicidade”.

    Agora, a parte que me assustou foi: “the semiotic analysis emphasizes the tendency of the interface, considered as something between two systems, to disappear.” Mas pra interface desaparecer, nós vamos ter que transformar os computadores em Máquinas de Turing, ou nós vamos virar seres cada vez mais cibernéticos? O filme Minority Report mostra uma interface futurista, muito mais poderosa que as atuais, mas ainda uma interface. Porque a semiótica indica que a interface vai desaparecer?

    ?.?.?.?

  3. Acho que os autores aqui se referiam a interface não como algo separado do sistema, mas sim parte dele. Essa idéia de algo externo ao sistema é que deveria desaparecer, ou seja, conceber um sistema de informação sem se preocupar com a interface. Tipo, “ah, isso é coisa para os designers, se funcionou tá ótimo.” Não é bem assim… Pode ser funcional para quem desenvolveu ou para quem está acostumado à lidar com computação “back-end”. Mas, para o restante do universo, lidar com informação dessa maneira é repulsivo.

    Acho que a interface é algo central se pensarmos os computadores como meios de comunicação, e não como ferramentas de cáculo (tal como, imagino, que o Gilmar o compreendia.) Posso até entender uma certa nostalgia pelas interfaces com linhas de comando ou coisas-com-cara-de-DOS. Mas a popularização e a disseminação de qualquer sistema de informação (hardware ou software) depende muito de uma interface fácil e simples. Já brincaram no Iphone?

  4. Ok, pra coisas que muitas pessoas vão usar e que vão fazer parte do dia-a-dia delas, eu concordo sobre o esquema da interface. Nunca brinquei com Iphone e não sei se preciso de um Iphone pra viver. Vivo bem sem novidades consumísticas que custam uma fortuna, embora possa passar a usá-las se a sociedade em volta assim exigir. Não gosto nem de celular e tenho sempre o mais velho e barato que posso encontrar.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *