Cartossemiótica

Saiu mais um artigo meu na revista Dispositiva da PUC-Minas. Agradeço, em especial, ao prof. Winfried Nöth, sem o qual este artigo não poderia ter sido concebido.

CARTOSSEMIÓTICA: uma abordagem peirciana dos mapas e da cartografia

RIBEIRO, D. M.. Cartossemiótica: uma abordagem peirciana dos mapas e da cartografia. Dispositiva – Revista do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, v. 6, p. 1-18, 2017.

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Resumo

O objetivo deste estudo é apresentar uma síntese da cartossemiótica – ramo da semiótica aplicada ao estudo dos mapas e da cartografia. Vamos enfatizar a cartossemiótica de origem peirciana, tomando como referência o trabalho de Winfried Nöth. Entendida como sinônimo de lógica, a semiótica de Peirce parte de categorias fenomenológicas primordiais para propor uma gramática que explica o funcionamento geral dos signos. Defendemos que a tríade signo, objeto e interpretante, proposta por Peirce, contempla os elementos fundamentais que envolvem o processo de representação e interpretação dos mapas. Neste estudo, os fundamentos da semiótica serão utilizados para esclarecer os seguintes aspectos da cartografia: (a) os mapas e seus dois objetos; (b) o mapa como representação; (c) o aspecto comunicacional dos mapas; (d) as propriedades icônicas, indiciais e simbólicas dos mapas; (e) o mapa como um diagrama.

Walter Benjamin e os mapas

Segue abaixo o resumo da minha apresentação realizada no Benjaminiana 2017 – I Encontro dos Pesquisadores de Walter Benjamin. Trata-se de um trecho da minha tese de doutorado. Em breve o artigo deve ser publicado nos anais do evento.

Mesa Experiência, tempo e história I – Benjaminiana 2017, UFRJ

 

Walter Benjamin e os mapas: o olhar cartográfico sobre a cidade

Daniel Melo Ribeiro – Comunicação e Semiótica PUC-SP

Este estudo explora o interesse de Walter Benjamin pelos mapas e pela cartografia. Segundo Willi Bolle, “o mapa como gênero foi um dos recursos prediletos de Benjamin para falar do espaço urbano enquanto lugar público e referência afetiva”. Partindo dessa aproximação, sugerimos que, embora o tema dos mapas não tenha sido desenvolvido em profundidade por Benjamin, sua obra pode ser entendida como uma espécie de mapeamento ou cartografia da modernidade.

O interesse de Benjamin pelo assunto pode ser identificado em diversos fragmentos de suas publicações, de maneira notória em trechos de Rua de mão única e no livro das Passagens. Essas menções estão ligadas, por exemplo, ao mapeamento de aspectos aparentemente banais de uma cidade. Benjamin sugere mapear não ruas, avenidas e igrejas – temas típicos de um mapa convencional – mas bancos de parque, cemitérios e bordéis – elementos da cidade que funcionam como índices diretamente ligados à sua memória subjetiva, às recordações da infância e à transição da modernidade no início do século XX. Benjamin também associa esse mapeamento à ação do flâneur, o caminhante da cidade que vagueia pelas ruas observando detalhes inusitados. Dessa maneira, Benjamin reforça a relevância do próprio processo de mapeamento na leitura da cidade, um procedimento que envolve tanto a ação do tempo quanto o deslocamento no espaço.

Para além de meras menções aos mapas e às metáforas topográficas, argumentamos que a afinidade de Benjamin pelo assunto acaba por se refletir na própria postura metodológica do autor, baseada principalmente na coleta de registros e na montagem de fragmentos, tendo a cidade como cenário de pesquisa. Assim, podemos levantar algumas questões: como o pensamento desse filósofo pode nos ajudar a refletir sobre a linguagem cartográfica? Quais seriam os critérios para se pensar um mapeamento capaz de contemplar uma visão crítica da cidade? Nosso objetivo principal é argumentar que o pensamento de Benjamin fornece caminhos metodológicos que podem ser utilizados na própria concepção de processos de mapeamento.

Identificamos que essa postura de Benjamin dialoga com uma vertente da cartografia conhecida como mapeamento profundo (deep mapping), tema que se encontra em debate no contexto tanto da geografia como da área conhecida como spatial humanities. Trata-se de uma abordagem emergente que se situa no cruzamento entre as áreas da cartografia e das ciências humanas, cujo objetivo é estudar lugares em profundidade através da mobilização de um conjunto mais amplo de informações geográficas, incluindo ficção, artes, narrativas e memórias. O grande desafio do mapeamento profundo consiste em traduzir tanto experiências qualitativas ligadas ao espaço – sensórias e mnêmicas – quanto conexões históricas temporalmente fragmentadas.

Em sintonia com o pesquisador Todd Presner, acreditamos na possibilidade de se pensar no processo de mapeamento profundo fundamentado na filosofia materialista e crítica desenvolvida por Walter Benjamin. Portanto, ao associarmos o pensamento de Benjamin à cartografia, buscamos um embasamento conceitual para propormos uma discussão sobre os processos que envolvem o mapeamento de lugares.

Benjaminiana 2017 – UFRJ

 

Benjamin em Nice, 1932

Esta semana tive o prazer de participar da Benjaminiana 2017: I Encontro de pesquisadores de Walter Benjamin. O evento ocorreu na Faculdade de Letras da UFRJ, entre os dias 6 e 8 de dezembro de 2017. Os resumos das apresentações estão disponíveis no site do evento.

Além das excelentes comunicações, destaco também as palestras do prof. Adalberto Müller, da UFF e do prof. Pedro Duarte, da PUC-Rio. Ambos propuseram reflexões sobre a obra de Benjamin aplicadas a objetos da nossa cultura. Em linhas gerais, o Adalberto falou sobre tradução em Benjamin, lembrando do trabalho pioneiro feito pelo Haroldo de Campos nessa área. Além disso, Adalberto sugeriu uma comparação muito legal: por que não pensarmos em Guimarães Rosa como o Narrador benjaminiano (já que Nikolai Leskov parece tão distante da nossa realidade)? Por sua vez, Pedro fez uma comparação muito interessante entre a Tropicália e a noção de Alegoria em Benjamin.

(Infelizmente, não consegui ver a última palestra, precisei sair mais cedo para o aeroporto).

Enfim, espero retornar no próximo encontro no ano que vem.

E essa foto do Benjamin felizão com a galera aí em cima?

O mercado e o espetáculo

Há poucos anos pensava-se o olhar político como uma alternativa. O mercado desacreditou esta atividade de uma maneira curiosa não apenas lutando contra ela, exibindo-se como mais eficaz para organizar as sociedades, mas também devorando-a, submetendo a política às regras do comércio e da publicidade, do espetáculo e da corrupção.

Néstor Canclini, há mais de 20 anos, no final dos anos 90. Como se estivesse falando de hoje.

CANCLINI, Néstor Garcia. consumidores e cidadãos: conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1995. p. 20.

Art and cartography as a critique of borders

Segue o artigo que apresentei na 28th International Cartographic Conference, realizada em Washington D.C. em julho de 2017.

Art and cartography as a critique of borders

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RIBEIRO, D. M.. Art and Cartography as a Critique of Borders. In: 28th International Cartographic Conference proceedings, Washington D.C. 2017.

Abstract:

This study focuses on the relationship between art and cartography. The main objective is to analyze how contemporary art uses maps to criticize borders. Inspired by the arguments raised by the Critical Cartography against the false neutrality of maps, we emphasize the potential of artworks to communicate different insights about how we experience and live the contemporary space. In that sense, art plays an important role not only to discuss the articulation of power and knowledge in cartography, but also to propose other categories of thought. Considering that borders are one of the most relevant visual elements on a map, we propose the following question: how the intersection between art and cartography can improve the critical thinking about borders? By questioning borders, art underlines that physical world is characterized by liminal spaces, not by absolute or strict separations. We briefly analyzed some examples of artworks that deal with political issues regarding this topic. Our findings suggest that art could re- veal the impact of imposing borders in a space, whose arbitrary delimitation reflects power relations.

Keywords: Cartography, Borders, Liminal Spaces, Threshold, Art

Neste artigo, faço uma breve análise das seguintes obras:

Area Restringida, de Mateo Maté

Area Restringida, de Mateo Maté

UPOTIA, de Nicolas Desplats

UPOTIA, de Nicolas Desplats

The Green Line, Francis Alÿs

Cinco aflições de um estudante de doutorado

Vamos lá, direto ao ponto. Baseado em fatos empíricos.

1) A síndrome do impostor. É aquela sensação de que não sabemos o suficiente e que estamos, na verdade, enganando toda a comunidade acadêmica (que, muito em breve, irá nos desmascarar). Ou seja, quanto mais estudamos, menos sabemos.

2) O efeito montanha russa. Num dia, somos gênios, a tese é incrível e a certeza de que temos uma proposta realmente autêntica para a humanidade nos enche de vaidade. No dia seguinte, uma simples busca no Google Scholar nos revela um paper publicado há 5 anos ou uma outra tese propondo exatamente a mesma coisa que você, só que de uma maneira muito mais elegante e didática.

3) O paradoxo da empregabilidade. Em nosso caso (pelo menos na área de humanidades, eu acho), a conquista de um título não representa uma maior chance de se conseguir um emprego, pelo contrário. Sem contar que nossa atividade profissional depende diretamente de políticas governamentais, o que, no atual cenário, torna o futuro ainda mais desesperador.

4) Egothesiscentrismo, ou a nítida sensação de que todo o universo gira em torno da sua tese. É a premissa (ingênua) de que sua esposa, seu orientador, seu cachorro e todos os seus amigos sabem qual é a sua hipótese, seu objeto, sua questão de pesquisa, sua divisão de capítulos…

5) A maldição do Rolando Lero. A incapacidade de conseguir dizer para qualquer pessoa na rua, de maneira clara e objetiva, em uma frase, o que você estuda. Busquei superar essa síndrome. Mas, sempre que tentei, fiquei decepcionado com a minha performance. Acabei mudando a estratégia: quando que me perguntam numa festa de família, digo que estudo semiótica. Ou seja, nem a pessoa (nem eu) sabemos direito do que se trata. É uma maneira eficiente de encerrar o assunto.

Neste link, você encontra mais informações sobre esse tema.

 

Iconologia dos intervalos, limiares cartográficos

Um novo artigo meu acaba de ser publicado na revista Rizoma. Trata-se de um texto que elaborei como uma monografia de fim de curso para a disciplina do prof. Norval Baitello, na PUC-SP em 2015.

Resumo

Este artigo resgata a relevância do pensamento de Aby Warburg para a compreensão das imagens no campo da comunicação. São discutidos os conceitos de “pós-vida” (nachleben) e de “fórmula de pathos” (pathosformel), centrais na constituição da “iconologia dos intervalos” desse pensador alemão. Partindo das conexões abertas por Warburg em seu Atlas Mnemosyne, esta investigação procura se aprofundar nas aplicações dessa metodologia para o estudo de mapas. Levantamos a hipótese de que a distorção da linguagem cartográfica nos abre a possibilidade de potencializar as funções heurísticas dos mapas, despertando um saber imaginativo sobre a heterogeneidade do espaço. Para demonstrar esses dois conceitos, será analisada uma obra de arte chamada “A Longa Marcha” do artista Qin Ga, que explora a linguagem cartográfica no contexto das artes contemporâneas. As discussões serão amparadas por autores como Agamben e Didi-Huberman.

O pdf do artigo está disponível aqui.

ICC 2017 – International Cartographic Conference

workshop maps & emotions

No começo de julho de 2017, fiz duas apresentações no ICC 2017 – 28th International Cartographic Conference em Washington D.C. Ambas fazem parte da minha pesquisa de doutorado. A primeira apresentação foi no workshop Maps & Emotions organizado pelos professores Sébastien Caquard, Amy Griffin e Alex Kent. A segunda apresentação foi em uma das mesas sobre cartografia crítica do evento principal. Em breve, os artigos completos estarão disponíveis para download.


Cartographic narratives and deep mapping: a conceptual proposal

Abstract: 

In this study, there will be discussed a trend called deep mapping, an interdisciplinary topic in the spatial humanities field that aims to explore narrative capabilities of maps, revealing stories associated with places. According to this approach, maps can be used as a tool to encourage a deeper knowledge about places. Besides that, maps can be extremely helpful to discover underlying meanings in the complexity of the space, showing patterns that otherwise would not be apparent. Essentially, the major challenge of deep mapping is to deal with qualitative aspects of places, like emotions and memories. Thus, the main question raised by this investigation is: how deep maps could be able to represent memories, emotions and perceptions associated with spatial experiences of urban places? Considering that scenario, this study is motivated to suggest a conceptual framework that could contribute with the future discussions about deep mapping. We argue that, in order to accomplish this challenge, deep maps should embrace three fundamental principles: (1) the walking, (2) the archaeology and (3) the montage. The walking presupposes that maps must encourage people to discover places by strolling, tracing alternative paths on the urban maze. The archaeological feature of deep maps corresponds to the assumption that cartographic narratives should provide a historical depth, looking for cultural objects that rest under the remains of that place’s history. The montage in deep maps corresponds to the idea that depth could be achieved through the combination of several media, such as photos, videos, texts, audios, hypertext, or even other maps. Therefore, we believe that these three principles – which are based on Walter Benjamin’s critical thought about Modernity – form a conceptual structure that could inspire future methodological approaches regarding deep mapping.


Art and Cartography as a Critique of Borders

Abstract: 

This study focuses on the convergence of art and cartography, whose approach provides relevant discussions about the critique of scientific maps. In the context of the Critical Cartography, Jeremy Crampton says that a critique is an investigation of the assumptions of a field of knowledge, not a disapproving judgment. In his own words, “critique is a political practice of questioning and resisting what we know in order to open up ways of knowing”. In that sense, contemporary art plays an important role not only to discuss the relationship between power and knowledge in cartography, but also to propose other categories of thought. Embracing aesthetic purposes, artists use maps as an expression against the false neutrality of the formal cartography, which considers a map as precise tool to represent space based on strict conventions. J. B. Harley says that a map will always be a partial representation and cannot be exempt from its ideological inclination. Thus, the explicit manipulation of the cartographic language in the context of visual arts can uncover other qualities of the space, making clear the partiality of the maps. Therefore, we emphasize the potential of artworks to communicate different insights about how we experience and live the contemporary space.

Among several map properties, there is a crucial visual element: the representation of borders, understood here in a broad sense as an arbitrary delimitation of a certain space. In general, borders are based on political decisions, often involving tensions and power dispute. Therefore, scientific maps have to clearly communicate these borders according to strict rules. However, people’s perception of the real space could not exactly correspond to this rigid definition. This scenario leads to the following question: how the intersection between art and cartography can improve the critical thinking about borders? By questioning borders, we suggest that art is able to show that real spaces are characterized by liminal spaces or thresholds, not by absolute or strict separations. Contrasting with borders, the notion of threshold not only indicates the separation of two ambiences, but also includes aspects of transitions, gradual change, movement. Therefore, this concept connects space and time, allowing a transition between two points, experiencing limits, testing forces, leaving the comfort zone, risking new approaches.

From this perspective, we highlight some artworks: first, we selected an image of the installation called Area Restringida (Restricted Area), an artwork created by Mateo Maté. Using barrier poles, Maté created a restricted area in a shape of the whole American continent, which is also under surveillance of a camera and security agents. Visitors are blocked by these “borders”, preventing them to trespass the installation. Second, we’ve chosen an artwork called Upotia, created by Nicolas Desplats. The artist created several paint buckets, labeling them as upotia: the ink supposedly could be used to set the frontiers of an imaginary land. Referring the famous concept of Utopia, Desplats brings some interesting discussions about the “cartographer’s perfect dream” of tracing an ideal frontier. Finally, we highlight the work of Francis Alÿs, an artist that proposed performances in two of the most controversial borders worldwide: the US-Mexico border and the Green Line in Israel.

These examples deal with the strictness of the borders, demonstrating how an aesthetic approach can be used as a mode of interpretation of cultural aspects regarding space in contemporary society. By recovering Critical Cartography investigations to support discussions about borders in arts, this study also raise questions about the arbitrary delimitation of spaces that are otherwise composed by diversity, power relations and conflict.

A arqueologia benjaminiana para iluminar o presente midiático

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Artigo que escrevi junto com a profa. Lucia Santaella sobre a arqueologia em Walter Benjamin. O artigo foi publicado no livro da Compós, edição de 2017.

Aprendi muito ao escrever esse artigo. Sinto-me cada vez mais envolvido com a filosofia de Walter Benjamin. Espero que gostem!

Resumo:

Entende-se a arqueologia como a ciência das ruínas que recupera fragmentos soterrados em busca de novas interpretações da história. A investigação arqueológica pode nos conduzir a uma reconstrução do nosso próprio presente, uma vez que estabelece novas conexões com o passado. Segundo Benjamin, essas conexões surgem como um “lampejo” a partir de uma tensão dialética de caráter temporal. A esse “lampejo”, Benjamin deu o nome de “imagem dialética”. Assim, defendemos a hipótese de que as imagens podem ser instrumentos heurísticos de representação da realidade, evidenciando propriedades anacrônicas da cultura. Dessa maneira, reforçamos que a postura crítica de Benjamin em relação à história gera profundas implicações para os estudos da comunicação.

SANTAELLA, Lucia. RIBEIRO, Daniel Melo. A arqueologia benjaminiana para iluminar o presente midiático. In: MUSSE, Christina Ferraz; SILVA, Herom Vargas; NICOLAU, Marcos Antonio. Comunicação, mídias e temporalidades. Edufba; Brasília, Compós, 2017. ISBN 978-85-232-1592-7.

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Benjamin: Modernidade e Pós-Modernidade

“O que Benjamin realizou com o Trabalho das Passagens – a construção de uma imagem da própria época – coloca-se analogamente como tarefa para seus leitores ‘pós’-modernos. A rigor, seu legado como crítico da cultura e historiógrafo só será resgatado plenamente na medida em que a pesquisa contemporânea souber elaborar, através de sua obra, uma visão tão clara da “pós”-modernidade, como Benjamin a conseguiu, através do estudo da obra de Baudelaire, para a Modernidade dos anos 1920 e 1930. Trata-se de enxergar, através da interpretação dos textos benjaminianos, as forças históricas atuantes dos tempos pós-modernos.”

BOLLE, Willi. Fisiognomia da metrópole moderna: representação da história em Walter Benjamin. 2.ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2000. p. 26