Como ler infográficos – UFMG

O projeto Como Ler Infograficos trata da importância das estratégias de comunicação voltadas para a divulgação científica. O objetivo é criar uma canal de orientação sobre como ler os infográficos sobre a pandemia de Coronavírus (Covid-19).

O projeto se iniciou por volta de Abril de 2020. Com a pandemia de Covid-19, sentimos a necessidade de debater sobre o uso da infografia na imprensa.

O projeto contou com uma equipe de alunos voluntários e bolsistas dos cursos de Comunicação Social da UFMG. Agradeço a dedicação e o empenho de todos eles para viabilização desse projeto.

 

Infográficos: imagens da Pandemia

Participei de um evento organizado pelos alunos do departamento de Filosofia da UFMG sobre Imagens da Pandemia. Tive a oportunidade de conversar um pouco sobre os projetos de pesquisa e extensão sobre infografia que estão em andamento no DCS-UFMG. Agradeço aos organizadores do evento pelo convite!

Interseções 2020 – Imagem e Filosofia

“O Interseções é um evento que visa lançar luz sob pontos de contato entre a filosofia e outras áreas do conhecimento, tendo por finalidade proporcionar um espaço de diálogo sobre temas de relevância atual.”

Como ler infográficos?

Segue abaixo um breve resumo do projeto de extensão que acabamos de aprovar na UFMG. Trata-se de uma junção de temas que eu venho perseguindo há um tempo: aliar os estudos dos diagramas da semiótica com a infografia e o design de informação. Diante da crise do Coronavírus, fomos motivados a pensar em propostas de projeto de extensão, a fim de dar um retorno para a sociedade sobre o que temos feito na universidade. Uma das motivações foi justamente pensar em um conteúdo didático para orientar as pessoas a lerem e interpretarem infográficos.

Gráfico do “achatamento da curva”

Como ler um infográfico? Estratégias de informação e desinformação sobre a pandemia de COVID-19

Projeto de Extensão (SIEX no. 403749), coordenado pelo prof. Daniel Melo Ribeiro do Departamento de Comunicação Social da UFMG.

Este projeto de extensão trata da importância das estratégias de comunicação voltadas para a divulgação científica para o grande público. O objetivo é criar uma canal digital de orientação da população sobre como ler os infográficos sobre a pandemia de Coronavírus (COVID-19).

Pretendemos criar um canal digital de orientação da população voltado para o desenvolvimento de habilidades de leitura, compreensão e questionamento dos infográficos que tratam das informações científicas referentes à divulgação da pandemia do COVID-19. Esse canal utilizará plataformas populares de criação de blogs e mídias sociais (como Facebook. Twitter e Instagram) para difusão do conteúdo.

Este projeto de extensão integra ações de pesquisa e ensino da graduação e da pós-graduação do Departamento de Comunicação Social, almejando criar condições para uma reflexão crítica sobre os processos de mediação de informações que ocorrem nos meios de comunicação nesse contexto.

Imagens técnicas e o pensamento imagético em Vilém Flusser

Artigo que publiquei na revista Ação Midiática da UFPR sobre Vilém Flusser. Agradeço aos editores da revista pela oportunidade de divulgar esse texto.

Vilém Flusser

Imagens técnicas e o pensamento imagético em Vilém Flusser: diálogos para uma epistemologia da imaginação.

RIBEIRO, Daniel Melo. Imagens técnicas e o pensamento imagético em Vilém Flusser: diálogos para uma epistemologia da imaginação. Ação Midiática – Estudos em Comunicação, Sociedade e Cultura, v. 19, p. 212-234, 2020. DOI: 10.5380/2238-0701.2019n19-11. Disponível em: <https://revistas.ufpr.br/acaomidiatica/article/view/64829>.

Download do artigo em PDF

Resumo:

Este artigo propõe uma reflexão sobre as imagens técnicas em Vilém Flusser. Considerando a atual proliferação de superfícies e aparatos de reprodução de imagens, Flusser levanta a necessidade de desenvolvermos uma faculdade cognitiva capaz de decifrar como operam as imagens técnicas. Essa faculdade, denominada tecnoimaginação, estimularia o pensamento crítico sobre as imagens. Para elaborar esse argumento, recuperamos dois temas centrais em sua obra: a escalada da abstração e as caixas pretas. A partir desse fundamento, sugerimos que o incentivo ao pensamento imagético passa não somente pelo debate sobre a arte contemporânea, mas pelo diálogo com outros pensadores que também refletiram sobre a epistemologia da imaginação.

Inteligência digital da cartografia

Revista Digital de Tecnologias Cognitivas da PUC-SP

Acaba de ser publicada a edição 19 da revista TECCOGS da PUC-SP. Tive o prazer de ser o editor convidado dessa edição, com o tema “Inteligência digital da cartografia”. O download da edição completa (em pdf) está disponível aqui.

Nesta edição, preparei um dossiê sobre sobre Mapeamento Profundo, que é uma parte da minha pesquisa de doutorado.

Confira os artigos e resenhas publicadas. Selecionamos textos interessantes sobre mídias locativas, cartossemiótica, narrativas cartográficas e realidade aumentada.

Confira também a excelente entrevista com o professor Todd Presner, da UCLA. Nessa entrevista, conversamos sobre Digital Humanities, mapeamento espesso e, claro, sobre Walter Benjamin.

Agradeço a todos que participaram desta edição, em especial aos colegas e professores Tânia do Canto, Juliana Rocha Franco, José Alavez, Sébastien Caquard e Isabel Jungk.

Agradeço também a parceria com Guilherme Cestari, editor executivo, e o convite do prof. Winfried Nöth, diretor científico da revista.

Dialogismo e história

Estou lendo sobre Bakhtin.

Sobre o dialogismo:

“A apreensão do mundo é sempre situada historicamente, porque o sujeito está sempre em relação com outro(s). O sujeito vai constituindo-se discursivamente, apreendendo as vozes sociais que compõem a realidade em que está imerso, e, ao mesmo tempo, suas inter-relações dialógicas. Como a realidade é heterogênea, o sujeito não absorve apenas uma voz social, mas várias, que estão em relações diversas entre si. Portanto, o sujeito é constitutivamente dialógico. Seu mundo interior é formado de diferentes vozes em relações de concordância ou discordância. Além disso, como está sempre em relação com o outro, o mundo interior não está nunca acabado, fechado, mas em constante vir a ser, porque o conteúdo discursivo da consciência vai alterando-se.”

FIORIN, José Luiz. Introdução ao pensamento de Bakhtin. São Paulo: Contexto, 2018. p. 61

Sobre a história:

“A historicidade dos enunciados é captada no próprio movimento linguístico de sua constituição. É na percepção das relações com o discurso do outro que se compreende a História que perpassa o discurso. Com a concepção dialógica, a análise histórica dos textos deixa de ser a descrição de uma época, a narrativa da vida de um autor, para transformar-se numa fina e sutil análise semântica, que vai mostrando aprovações ou reprovações, adesões ou recusas, polêmicas e contratos, deslizamentos de sentido, apagamentos etc. A História não é exterior ao sentido, mas é interior a ele, pois ele é que é histórico, já que se constitui fundamentalmente no confronto, na contradição, na oposição das vozes que se entrechocam na arena da realidade.”

FIORIN, José Luiz. Introdução ao pensamento de Bakhtin. São Paulo: Contexto, 2018. p. 65

A jornada de volta

Em agosto de 2019 (justamente ao completar 40 anos de idade) retorno à FAFICH para uma jornada que, na verdade, começou há 20 anos, quando ingressei-me no curso de graduação em Comunicação Social da UFMG. Retorno, agora, como professor adjunto. Sou praticamente outra pessoa. Ou não, não sei.

 

Acho muito significativo retornar num momento tão crítico para a universidade pública no Brasil. Continuaremos resistindo, malgré tout.

Espaços funcionais

“Numa civilização na qual a mobilidade é essencial, é necessário que existam balizas, um código de orientação. Um aeroporto, uma grande estação ferroviária, ou uma cidade são análogos a um texto semiológico, recortado por indicações e painéis, comunicando ao usuário um conjunto de informações que lhes permite enveredar nesse labirinto de signos. Espaço impessoal, no qual o indivíduo se transforma em usuário, isto é, em alguém capaz de decodificar a inteligibilidade funcional da malha que o envolve (fazer compras, passear, tomar um avião, ir ao trabalho etc.).”

ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 2000. p. 106

Cartografia da colonialidade

Axis of Evil Mostly in the Dark, CHARBEL ACKERMANN.

Trechos extraídos de uma leitura recente:

“Quando os mappae-mundi medievais passam a Orbis Universalis Christianus, ocorre uma significativa mudança na concepção dos povos e do espaço. À medida que iam sendo desenhado os mapas, descritos os povos e estabelecidas as relações entre conquistadores e conquistados, foi emergindo um novo modelo de poder.” (parágrafo 31)

“A lógica da colonialidade ajudou não só a interpretar os ataques terroristas como atos de guerra, mas também a conceber a um líder político a autoridade moral para traçar no mapa um “eixo do mal (…) No nosso mundo, as fronteiras surgem como mapas da morte imperiais (…) A América tem de ser defendida dos homens maus que vêm de sítios maus. O Oriente Médio e a América Latina são os primeiros da fila, juntamente com esses outros sujeitos vindos de espaços liminares das modernidades ocidentais (africanos, negros, pessoas indígenas e, de modo geral, pessoas de cor).” (parágrafo 62)

“O multiculturalismo esconde, assim, um multi-racismo mais profundo que apenas reconhece o direito à diferença quando as pessoas estão bem domesticadas pelo capitalismo, pela economia de mercado e pelos ideais liberais de liberdade e igualdade.” (parágrafo 63)

“A aparente neutralidade das ideias filosóficas pode muito bem esconder uma cartografia imperial implícita que funde espaço e raça” (parágrafo 71)

MALDONADO-TORRES, Nelson. A topologia do ser e a geopolítica do conhecimento. Modernidade, império e colonialidade. Revista crítica de ciências sociais, 80, 2008. p. 71-114.

Quer saber que papo é esse? Escute este podcast.