Videos do IXDA

Concept Ideation and IxD, Gretchen Anderson

Experience Design, Convergence + The Digital Agency, David Armano

Effective Prototyping Methods, Jonathan Arnowitz

Classic Design Movements and IxD: Kissing Cousins?, Chris Bernard

Help Me! A New Approach to Support Interactions, Doug Bolin

Concept Models: A Tool for Planning Interaction, Dan Brown

An Insurgency of Quality, Alan Cooper

New IxDA Board, Dave Malouf

IxD for Community Empowerment, Carl DiSalvo

Self-Conscious Gaming, Andrew Hieronymi

Designing for the Other 99%, Morten Hjerde

Designing for SpaceTime, Building in No-Time, Matt Jones

Redesigning Sony-Ericsson’s Product Catalog, Saskia Idzerda

Intervention-Interaction, Sigi Moeslinger

New Interaction Model for a Modular Personal Infotainment System, Sajid Saiyed

Strategic Boredom, Molly Wright Steenson

Interaction Across Disciplines, Michele Tepper

Ethics of Everyday Design, Gabriel White

User Interface Design in an Agile Environment: Enter the Design. Studio, Jeff White and Jim Unger

Fieldwork and Sketching: Translating Research Themes into Conceptual Designs, Susan Wyche

Dica do Dudu.

Sobre a arquitetura líquida do ciberespaço

Estou finalizando um texto sobre “Arquiteturas líquidas do ciberespaço”. Em breve colocarei aqui, na íntegra. Enquanto isso, vou colocando alguns trechos que já escrevi.

Metodologias de construção de sistemas de informação se constituem como verdadeiros guias para os arquitetos e designers, ao sistematizar as melhores práticas consolidadas por seus praticantes e estudiosos, registradas a partir de experiências prévias. Porém, como se fundamentar em metodologias que, por estarem inseridas em um cenário de mudanças constantes, necessitam de revisões e contextualizações? Em tempos de “informação líquida”, há o perigo iminente de se basear em regras consolidadas (e portanto “sólidas”, por etimologia) que ainda não amadureceram o suficiente para compreender o potencial dos sistemas de informação hipermidiática em rede. Por outro lado, conseguiríamos hoje compreender suficientemente os princípios de variação e expansão da hipermídia no tempo, a fim de projetar arquiteturas líquidas capazes de dar maior fluidez à informação circulante? Esse é o desafio que se impõe a esses estudiosos, que, da mesma maneira, são exigidos a exercitar sua capacidade de análise num contexto de muitas incertezas, mas de rápido amadurecimento.

The information becomes the interface

Iphone screen

Tufte faz uma breve análise da interface touch-screen do iphone. Em seguida, ele apresenta alguns conceitos de distribuição e visualização de informação em ambientes interativos, detalhados em seu livro Visual Explanations (1997).

Destaco alguns pontos interessantes:

– Se a informação é caótica, não comece simplesmente “jogando” informações. Ao invés disso, torne o design mais apropriado.
– Um erro comum: a arquitetura de informação mimetizar a estrutura hierárquica da burocracia que produz o design.
– Dedicar grande parte da interface a comandos de administração, e não ao conteúdo que realmente interessa.

“The iPhone platform elegantly solves the design problem of small screens by greatly intensifying the information resolution of each displayed page. Small screens, as on traditional cell phones, show very little information per screen, which in turn leads to deep hierarchies of stacked-up thin information–too often leaving users with “Where am I?” puzzles. Better to have users looking over material adjacent in space rather than stacked in time.”

A interface gráfica bottom-up

“Os princípios do design por trás da interface gráfica basearam-se em previsões a cerca das faculdades gerais dos sistemas humanos cognitivos e perceptuais. Por exemplo, nossa memória espacial é mais poderosa do que a textual; portanto, as interfaces gráficas enfatizam ícones em detrimento de comandos. Temos um talento natural para pensamento associativo, graças às formidáveis habilidades da rede distribuída do cérebro em comparar padrões; portanto a interface gráfica tomou emprestadas as metáforas visuais do mundo real: áreas de trabalho, pastas e arquivos, lixeiras. Assim como algumas drogas são projetadas especificamente para desbloquear a neuroquímica de nossa massa cinzenta, a interface gráfica foi desenhada para explorar os talentos inatos da mente humana e confiar o mínimo possível em nossas deficiências. (…)

Na verdade, os talentos da leitura de mentes da interface gráfica são impiedosamente genéricos. Janelas rolantes e metáforas de áreas de trabalho são baseadas em previsões sobre a mente humana, não a mente de um usuário específico. São teorias de tamanho-único-para-todos e lhes falta qualquer mecanismo real de feedback que as torne mais familiarizadas com as aptidões específicas de um usuário específico. Além disso, suas previsões são decididamente um produto de engenharia top-down. O software não aprendeu sozinho que somos uma espécie visual; pesquisadores na Xerox-PARC e no MIT já tinham conhecimento de nossa memória visual e usaram esse conhecimento para criar a primeira geração de metáforas espaciais. Essas limitações, porém, logo terão o destino dos tubos a vácuo dos cartões perfurados. Nosso software desenvolverá modelos evoluídos e com nuances dos nossos estados mentais, e esse conhecimento emergirá de um sistema bottom-up.”

JOHNSON, Steven. Emergência: a dinâmica de rede em formigas, cérebros, cidades e softwares. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003. P. 154

Convergência, metadados e auto-organização

“O papel mais significativo da Web em tudo isso não envolverá sua capacidade de escoar imagens de vídeo de alta qualidade o ecoar estrondos de som surround; de fato é bem possível que o conteúdo real da revolução da convergência chegue por meio de alguma outra plataforma de transmissão. Por sua vez, a Web contribuirá com os metadados que permitirão a auto-organização desses grupos. Ela será o armazém central e o mercado para todos os nossos padrões de comportamento mediado. (…) os consumidores poderão explorar por si mesmos esse monte de produtos, para criar mapas comunitários de todos os entretenimentos e dados disponíveis on-line. (…) O grupo construirá uma teoria de sua mente, e essa teoria será um projeto de grupo, reunido pela Web a partir de um inimaginável número de decisões isoladas. Cada teoria e cada grupo serão mais especializados do que qualquer coisa que já tenhamos experimentado no mundo top-down dos meios de comunicação. Essas habilidades de leitura de mentes surgirão porque, pela primeira vez, nossos padrões de comportamento serão expostos – como as calçadas com que começamos – para o espaço público compartilhado da própria Web.” (p. 165)

JOHNSON, Steven. Emergência: a dinâmica de rede em formigas, cérebros, cidades e softwares. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2003. P. 164-165

A Biblioteca de Babel

Ficções, de Jorge Luis Borges

Nem preciso dizer que “A Biblioteca de Babel” do Borges será “a referência” literária (em prosa) para minha dissertação. Já andei citando-o por aqui algumas vezes.

No texto, o autor apresenta uma biblioteca com um número infinito de galerias hexagonais, cujo acervo seria composto por livros de todas as naturezas e conteúdos, e que, justamente por isso, supostamente conteria todos os mistérios e segredos da humanidade.

Seguem abaixo alguns trechos (só alguns, para mais detalhes, aguarde o andar da carruagem).

“a biblioteca existe ab aeterno. Dessa verdade, cujo corolário imediato é a eternidade futuro do mundo, nenhuma mente razoável pode duvidar. O homem, o bibliotecário imperfeito, pode ser obra do acaso ou de demiurgos malévolos; o universo, com sua elegante provisão de prateleiras, de tomos enigmáticos, de incansáveis escadas para o viajante e de latrinas para o bibliotecário sentado, somente pode ser obra de um deus. Para perceber a distância que existe entre o divino e o humano, basta comparar estes rudes símbolos trêmulos que minha mão falível rabisca na capa de um livro, com as letras orgânicas do interior: pontuais, delicadas, negríssimas, inimitavelmente simétricas.” (p. 71)

“Quando se proclamou que a biblioteca abrangia todos os livros, a primeira impressão foi de extravagante felicidade. Todos os homens se sentiram senhores de um tesouro intacto e secreto. Não havia problema pessoal ou mundial cuja eloqüente solução não existisse: em algum hexágono. O universo estava justificado, o universo bruscamente usurpou as dimensões ilimitadas da esperança. (…) À desmedida esperança, sucedeu, como é natural, uma depressão excessiva. A certeza de alguma prateleira em algum hexágono encerrava livros preciosos e de que esses livros preciosos eram inacessíveis, pareceu quase intolerável.” (p. 74, 75)

“Se um viajante eterno, a atravessasse em qualquer direção, comprovaria ao cabo de séculos que os mesmos volumes se repetem na mesma desordem (que, repetida, seria uma ordem: a Ordem). Minha solidão se alegra com essa elegante esperança.” (p. 79)

BORGES, Jorge Luis. Ficções. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Integração

“Se fosse escolher uma palavra para indicar a tendência da Internet em 2008, seria ‘integração’, a ênfase da parte “inter” da internet. Tanto as comunidades virtuais e redes sociais, vindo de baixo para cima, como ferramentas e conceitos como a Web 2.0, vindos de cima para baixo, tenderão a integrar as iniciativas na rede. As comunidades se interligarão e interagirão, assim como é a tendência que vemos nos equipamentos. Cada vez mais, nada é ‘exclusivo’ na rede”.
Demi Getschko, diretor do Núcleo de Informação e Coordenação do NIC.Br e pai da internet no Brasil.

Trecho da matéria do brother Felitti para o IDG.

Detalhe: aguardo com ansiedade as aulas com o Demi este semestre.

Personalização de conteúdo e interface

Vejam a home da BBC (beta). Utiliza recursos muito interessantes de personalização de conteúdo. Algo muito parecido com o netvibes, que eu uso e gosto muito.

Minha impressão inicial é que ficou bem limpo e, principalmente, fácil de usar. Talvez seja uma aposta muito boa para portais, que precisam lidar com grande quantidade de canais e editorias que atiram para todos os lados.

Arquitetura da informação e estruturas hipertextuais

Desde um pouco antes do EBAI, tenho me interessado em investigar as mudanças e a evolução da arquitetura da informação a partir da introdução de novos conceitos descentralizados de organização da informação, como por exemplo a Folksonomia.

Vejam esses dois links, ajudam a situar um pouco o que eu estou dizendo:

a) Apresentação do Fred sobre o “samba do crioulo doido

b) Ontology is Overrated: Categories, Links, and Tags (acho até que já coloquei esse link aqui antes…)

Tenho visto muita gente estudar Ontologia e Web semântica em busca de uma solução para o problema do desordenamento e caos informacional e para a construção mais “inteligente” de dados articulados entre si. Acho que são estudos muito pertinentes, mas que se aplicam a universos restritos, como por exemplo, comunidades que compartilham vocabulários mais ou menos comuns, estruturas mais rígidas e hierárquicas de informação, etc.

Particularmente, tenho mais interesse em estudar estruturas e fenômenos bottom-up de navegação e organização da informação. Acho que modelos como a folksonomia refletem algo de muito valor, que é a “rede viva”, orgânica, fluida, construída e mantida pelos seus próprios usuários e entusiastas. Algo parecido com o movimento do software livre e o creative commons, no sentido de dar poder à própria comunidade de definir seus valores e rumos.

Sobre estruturas não hierárquicas e fluidas de navegação em conteúdo hipermídia, destaco mais um trecho das minhas recentes leituras:

As estruturas textuais modulares e as multitemáticas que usam uma variedade de modos de organização e cruzamentos de informações verbais e visuais, pensadas em estruturas multidimensionais, por seu lado, são mais representativas do hipertexto, em comparação a estruturas hierárquicas e lineares e alta coesão.

“Embora nada impeça que um hipertexto se estruture hierarquicamente, as estruturas modulares e multitemáticas é que são capazes de fazer jus ao seu potencial multidimensional. É esse potencial que tem levado muitos estudiosos a comparar o funcionamento por meio de conexões associativas do hipertexto com o modo como o cérebro trabalha, isto é, um tipo de organização que mimetiza a estrutura da memória. Evidentemente, esse funcionamento só se perfaz porque o design lógico de um hipertexto deve prever a margem de liberdade interativa do usuário. O que deve haver, portanto, é um equilíbrio entre os dispositivos de orientação para a leitura e o potencial para as escolhas poliseqüenciais do leitor. É em virtude disso que o labirinto tem sido a mais hábil entre todas as metáforas para descrever o hipertexto, pois no labirinto, o prazer de se perder só pode ser intensificado quando apoiado na expectativa persistente de que a promessa de um alvo a ser atingido será eventualmente cumprida.”

SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007. P. 314.