Category: games

Autor e criatividade

Toda informação se produz como síntese de informações precedentes, por diálogo que troca bits de informação para conseguir informação nova. O mito do autor pressupõe que o “fundador” (o gênio, o Grande Homem) produz informação nova a partir do nada (da “fonte”). (…) Atualmente, a massa das informações disponíveis adquiriu dimensões astronômicas: não cabe mais em memórias individuais, por mais “geniais” que sejam. Por mais “genial” que seja, a memória individual não pode armazenar senão parcelas das informações disponíveis. E tais parcelas armazenas aumentaram, elas também, de modo que o consumidor médio detém atualmente mais informações que o “gênio” renascentista. Tais parcelas de informação exigem processamento de dados para serem sintetizadas em informação nova: a memória humana se revela lenta demais para poder processar semelhante quantidade de dados. O diálogo interno e solitário se tornou inoperante.

Flusser “decreta” o fim do conceito de autor, como aquele criador solitário, genial e único. A criação de informações novas é sempre fruto de recombinações de informações precedentes. O criativo, portanto, seria aquele indivíduo que domina a técnica de melhor combinar as peças para formar algo inesperado, tal como um jogador.

FLUSSER, Vilém. O universo das imagens técnicas: elogio da superficialidade. São Paulo: Annablume, 2008.

Your brain on video games

Excelente vídeo de uma pesquisadora de ciências cognitivas sobre os efeitos (benéficos!) dos jogos de ação em aspectos de nossa percepção sensorial, tais como visão, reflexos e atenção.

A pesquisadora apresenta argumentos sobre os efeitos benéficos dos video games, especialmente nos jogos de ação. Por meio de pesquisas e testes, ela procura refutar algumas opiniões recorrentes no senso-comum sobre jogos eletrônicos, tais como:

– somente crianças e jovens jogam video games
– video games prejudicam a sua visão
– video games contribuem para o aumento da dispersão da atenção

Destaco alguns pontos:

– A pesquisadora faz uma comparação simples, porém interessante e didática: video games são como vinhos. Obviamente que há consumo em excesso, o que gera consequencias muito ruins, tanto sociais quanto físicas. Porém, quando consumidos em proporções adequadas, ambos podem ser extremamente benéficos.

– Desafio: é preciso desenvolver jogos com caráter educacional que possam potencializar os efeitos positivos dos videos games, sem, no entanto, deixar de ser atrativos comercialmente.

Super Mario Galaxy 2

Comprei um Wii. Por que demorei tanto? Estava tentando me manter adulto, gastando dinheiro com contas chatas e burocráticas.

Ainda não comprei esse jogo aí de cima, justamente porque meu lado adulto ainda acha proibitivo gastar R$250,00…

Desacostumei com video games. Na época do NES, a long long time ago, era comum alugar cartuchos para jogar no final de semana. Pena que não era possível salvar os jogos, com exceção dos que tinham opção de password.