Data Flow 2: Visualizing Information in Graphic Design

International interest in the sophisticated and aesthetic visualization of complex information made Data Flow a bestseller. Today, more and more graphic designers, advertising agencies, motion designers, and artists work in this area. New techniques and forms of expression are being developed. Consequently, the demand for information on this topic has grown enormously.

Data Flow 2 expands the definition of contemporary information graphics. The book features new possibilities for diagrams, maps, and charts. It investigates the visual and intuitive presentation of processes, data, and information. Concrete examples of research and art projects as well as commercial work illuminate how techniques such as simplification, abstraction, metaphor, and dramatization function. The book also includes interviews with experts such as The New York Times’s Steve Duenes, Infosthetics’s Andrew Vande Moere, Visualcomplexity’s Manuel Lima, ART+COM’s Joachim Sauter, and passionate cartographer Menno-Jan Kraak as well as text features by Johannes Schardt about the challenges in creating effective information graphics and about the relationship between complexity, clarity, content, and innovation.

Offering practical advice, background information, case studies, and inspiration, Data Flow 2 is a valuable reference for anyone working with or interested in information graphics.

Fonte: Gestalten

Aqui há um review sobre o livro. Vejam alguns exemplos:

(essa é demais: uma máquina de costura que converte som em forma de linha no pano.)

(wallpaper generativo feito com subjects de spams)

Visualization of cultural data sets

We believe that a systematic use of large-scale computational analysis and interactive visualization of cultural data sets and data streams will become a major trend in cultural criticism and culture industries in the coming decades. What will happen when humanists start using interactive visualizations as a standard tool in their work, the way many scientists do already? If slides made possible art history, and if a movie projector and video recorder enabled film studies, what new cultural disciplines may emerge out of the use of interactive visualization and data analysis of large cultural data sets?

Só para variar, o que esse cara tem dito me interessa muito. Vejam mais algumas referências aos estudos de “cultural analytics” desenvolvidos pelo Manovich.

Agora foi: Visualização de dados na Internet

Concluí meu mestrado na última segunda-feira, dia 02/03/2009.

Participaram da banca as professoras Lucia Leão (orientadora), a Lucia Santaella e a Rejane Spitz. Recebi excelentes comentários sobre o trabalho, alguns puxões de orelha e alguns elogios também.

(agora vem a parte mais piegas desse post. Desculpe, tenho esse direito)

Sempre haverá arestas a remover. Mas estou muito feliz por ter concluído no prazo. No começo foi bem complicado. Tinha acabado de me mudar de BH para SP. Vendi meu carro para ajudar nas mensalidades e consegui bolsa somente no último semestre. Encarei o trânsito da Rebouças para assistir umas aulas à tarde e fiquei alguns finais de semana por conta de estudar. No final, o esforço (que nem foi tão grande assim) valeu muito. Muita coisa mudou para melhor desde que decidi fazer mestrado e me mudar para SP.

Alguns agradecimentos:

Letícia: paciente e equilibrada, contribuiu muito com o texto e com afagos nos momentos mais oportunos. Aguardo a sua banca com ansiedade!

– Dalka, minha sogra: excelente revisão! A banca não localizou um erro ortográfico!

– Leila, minha mãe: não me deixou desistir quando a grana apertou. “Num instante passa, meu filho…”

RIBEIRO, Daniel Melo. Visualização de dados na Internet. 2009. 132 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2009.

Esta pesquisa debate os novos desafios impostos pelas tecnologias da informação a partir da seguinte questão: como lidar com o excesso de informações. A busca pelas formas de favorecer o conhecimento no ciberespaço demanda investigações sobre propostas mais inteligentes de representação dessas informações. Estamos diante da necessidade de reorganização da informação no espaço digital, que, por sua vez, requer um olhar mais aprofundado sobre as práticas do design. Para traçarmos o papel do designer como projetista das interfaces do ciberespaço, retomamos a relevante contribuição dada pelo design da
informação, área de estudos que investiga a compreensão da informação por meio de representações visuais. Considerando a cartografia como a necessidade humana de realizar representações visuais de sistemas complexos de informação, a visualização se constitui, no contexto desta pesquisa, como instrumento fundamental para revelar sentidos ocultos, invisíveis numa observação restrita aos dados em si. Manovich coloca que o conceito de mapeamento também está intimamente relacionado à visualização, pois ao representar todos os dados usando o mesmo código numérico, os computadores facilitam o mapeamento de uma representação em outra. A visualização pode, então, ser concebida como um tipo de mapeamento, no qual o conjunto de dados é mapeado em uma imagem. O objetivo principal, portanto, é investigar aplicações que exploram a visualização de dados como proposta para enfrentar os desafios impostos pelo excesso de informações. Para investigar a hipótese de que a visualização de dados se constitui como manifestação relevante para a geração de conhecimento, este trabalho analisa propostas interativas de visualização de dados dinâmicos, a partir da coleta de uma amostragem significativa de aplicações disponíveis na Internet. Com uma visão geral dos tipos de visualização, foi criada uma classificação, inspirada na necessidade de se compreender os contextos e as possíveis relações simbólicas que tais aplicações possam representar aos indivíduos na Internet. Por fim, são apontados alguns caminhos futuros de pesquisa, a partir do olhar crítico sobre a informação, o design e a visualização.

Palavras-chave: ciberespaço, visualização, design da informação, mapeamento, cartografia.

Visualização de dados na internet

One of the distinctive features of the digital medium is its capacity to establish relations between large quantities of data through filtering and processing according to different criteria. These constantly evolving, scalable relations affect both the production of meaning and a traditional understanding of aesthetics, which become subject to computational logic—the instructions given by algorithms—and a constant reconfiguration of contexts.

Cristiane Paul

A Visualização de Dados é um desses processos: ao criar uma visualização, o designer define os filtros que serão aplicados aos dados, com o objetivo de provocar um efeito estético. O interessante é perceber que esse efeito é intencional, e, portanto, político: estabelece um recorte sempre parcial de uma potencialidade presente na massa de dados.

Vou “defender” essa conversa aí na minha banca, no próximo dia 02/03. Vocês estão convidados.

RIBEIRO, Daniel Melo. Visualização de dados na Internet. 2009. 132 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2009.

Data: 02/03/2009 (segunda-feira)
Local: PUC-SP. Rua Caio Prado, 102. Consolação. Auditório do 1º andar.
Horário: 14:00

Eu gosto muito de mapas

An outdated political and physical map of the world

An outdated political and physical map of the world

Sempre gostei de mapas. Uma das coisas mais legais que tive na minha infância foi um álbum de figurinhas das bandeiras dos países, cujo verso era um imenso mapa mundi. Cada país vinha com dados sobre população, área, nome da capital e moeda. Era muito legal localizar o país no mapa, comparar com outros, tentar decorar as capitais, etc.

Outro mapa que eu achava muito legal investigar era da recém-adquirida enciclopédia mirador internacional. Havia um dos volumes, o atlas, contendo mapas físicos, políticos, populacionais etc. Eram mapas muito bonitos.

Uma das coisas que eu mais gostava de fazer era identificar estradas e caminhos que ligavam as principais cidades e cruzavam as fronteiras dos países. Particularmente me incomodava muito as fronteiras com linhas retas: não haveria montanhas ou rios nessas regiões? Quando viajava, eu sempre procurava pelas placas nas estradas “divisa da cidade X com a cidade Y”. Uau, aqui passa uma daquelas linhas. Havia um Guia 4 rodas na minha casa, muito antigo, mas também bem legal. Tinham uns ícones de posto de gasolina, restaurantes e hotéis parecidos com os do banco imobiliário.

Sempre gostei das aulas de geografia. Tenho um GPS no carro e acho muito divertido descobrir nomes de ruas e planejar rotas. E fiquei muito feliz quando, quase “sem perceber” minha pesquisa de mestrado foi direcionada para o estudo de mapas e mapeamentos.

Neste blog vocês vão encontrar diversos posts sobre esse assunto.

(Um post inspirado neste post: Mapping Maps.)

House of cards

No cameras or lights were used. Instead two technologies were used to capture 3D images: Geometric Informatics and Velodyne LIDAR. Geometric Informatics scanning systems produce structured light to capture 3D images at close proximity, while a Velodyne Lidar system that uses multiple lasers is used to capture large environments such as landscapes. In this video, 64 lasers rotating and shooting in a 360 degree radius 900 times per minute produced all the exterior scenes.

Mais links sobre o assunto:
http://code.google.com/intl/pt-BR/creative/radiohead/

Obs.: eu vou no show aqui em SP! E você?

Arquiteturas líquidas do ciberespaço

“No ciberespaço, qualquer informação e dados podem se tornar arquitetônicos e habitáveis, de modo que o ciberespaço e a arquitetura do ciberespaço são uma só e mesma coisa. Entretanto, trata-se de uma arquitetura líquida, que flutua. Por isso, o ciberespaço altera as maneiras pelas quais se concebe e percebe a arquitetura, de modo que torne nossa concepção da arquitetura cada vez mais musical. Pela primeira vez, o arquiteto não desenha um objeto, mas os princípios pelos quais o objeto é gerado e varia no tempo. (…) Uma arquitetura desmaterializada, dançante, difícil, etérea, temperamental, transmissível a todas as partes do mundo simultaneamente, só indiretamente tangível, feita de presenças sempre mutáveis, líquidas.”

SANTAELLA, Lucia. Linguagens líquidas na era da mobilidade. São Paulo: Paulus, 2007. P. 17

Há algum tempo venho pensando na metáfora da “arquitetura líquida” para tratar dessas formas fluidas de navegação, sustentadas pela colaboração e personalização. Segue abaixo um trecho de um material que escrevi. (e pretendo publicá-lo em alguma revista científica… alguma sugestão para um periódico legal?)

A própria metáfora dos conceitos líquidos somente poderia ser aplicada ao design dos sistemas de informação quando consideramos a interferência do usuário na construção do conteúdo coletivo. Tal como analisado nos sistemas emergentes, é necessário basear-se em uma massa crítica de dados gerada pela ação de cada indivíduo localmente a partir de regras e instrumentos simples. Essa lógica produz algo maior, um conhecimento que, enfim, começa a concretizar os ideais da inteligência coletiva, mas que ainda encontrará muitos desdobramentos com o desenvolvimento das ciências cognitivas e da inteligência artificial.