Espaço de fluxos

Ontem conversávamos sobre as férias dos paulistanos: verão no Guarujá e inverno em Campos do Jordão. Ambos com Fran’s Cafés e McDonalds bem acessíveis, trânsito e ar condicionado.

Por coincidência, li hoje algo sobre isso:

“Criar um estilo de vida e projetar formas espaciais para unificar o ambiente simbólico da elite em todo o mundo, consequentemente substituindo a especificidade histórica de cada local. Assim surge a construção de um espaço (relativamente) segregado no mundo ao longo das linhas conectoras do espaço de fluxos: hotéis internacionais cuja decoração, do design do quarto à cor das toalhas, é semelhante em todo o planeta para criar uma sensação de familiaridade com o mundo interior e induzir à abstração do mundo ao redor; salas VIP de aeroportos, destinadas a manter a distância em relação à sociedade nas vias do espaço de fluxos; acesso móvel, pessoal e on-line às redes de telecomunicações, de modo que o viajante nunca se perca; e um sistema de procedimentos de viagem, serviços secretariais e hospitalidade recíproca que mantém um círculo fechado da elite empresarial por meio do culto de ritos similares em todos os países.”

CASTELLS, M. A Sociedade em Rede. A era da informação: economia, sociedade e cultura. 6ª. Edição. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

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