Os filtros de informação

Leia mais sobre Douglas Engelbart.

O mundo digital “é o planeta nativo dos filtros de informação (…) Informação digital sem filtros é coisa que não existe, por razões que ficarão cada vez mais claras. À medida que parte cada vez maior da cultura se traduzir na linguagem digital de zeros e uns, esses filtros assumirão importância cada vez maior, ao mesmo tempo que seus papéis culturais se diversificarão cada vez mais, abrangendo entretenimento, política, jornalismo, educação e mais. O que se segue é uma tentativa de ver esses vários desenvolvimentos como exemplos de uma idéia mais ampla, uma nova forma cultural que paira em algum lugar entre meio e mensagem, uma metaforma que vive no submundo entre o produtor e o consumidor de informação. A interface é uma maneira de mapear esse território novo e estranho, um meio de nos orientarmos num ambiente desnorteante. Décadas atrás, Doug Engelbart e um punhado de outros visionários reconheceram que a explosão da informação poder ser tanto libertadora quanto destrutiva – e sem uma metaforma para nos guiar por esse espaço-informação, correríamos o risco de nos perder no excesso de informação.” (p. 33)

JOHNSON, Steven. Cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.

3 thoughts on “Os filtros de informação

  1. Eu considero que não corremos o risco de nos perder no excesso de informação. Nós, de fato, estamos completamente perdidos! Daí a importância da tal arquitetura da informação que conheço através daqui.

    De forma similar: imagine se não fosse o Google a nos guiar? Como faríamos para encontrar o que gostaríamos?

  2. Também acho que não adianta tentar dar ordem ao caos. Vai ser assim, não há como “conter”. O legal é pensar caminhos e ferramentas para trabalhar no caos e extrair disso novas possibilidades.

    O caos favorece o crescimento dos potenciais criativos, não a estabilidade.

  3. Há como conter. É só fazer como o governo da China ou da Tunísia, por exemplo. Mas não se recomenda, é coisa ditatorial e ninguém em são consciência quer isso pra si.

    Concordo que o caos favorece o crescimento dos potenciais criativos… inclusive gostei muito dessa frase, de onde vc tirou isso?

    Enfim, o foda é encontrar os grandes e bons potenciais criativos no meio de tanta informação.

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